Sustentabilidade: caminho sem volta

Por Antonio Roque Dechen
Antonio Roque Dechen,  é  Presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Professor Titular do Departamento de Ciência do Solo da ESALQ/USP, Presidente da Fundação Agrisus e Membro do Conselho do Agronegócio (COSAG-FIESP).
O Relatório Brundlandt, de 1987, chamou a atenção da sociedade definindo sustentabilidade como a utilização de recursos para atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras em atender às suas próprias necessidades. 

O Brasil destaca-se no cenário internacional como grande produtor de alimentos, fibras e energia, com grande preocupação com a sustentabilidade e o manejo adequado da água e dos recursos ambientais. A previsão de 230 milhões de toneladas de grãos é prova concreta do desempenho positivo do agronegócio brasileiro. 

A preocupação com a sustentabilidade no Brasil remonta a D. Pedro II, que instituiu decretos para a implantação dos Institutos Imperiais Agrícolas, que eram responsáveis pelo desenvolvimento da agricultura no Brasil e também pela implantação de escolas de agronomia e, dessa forma, promover a produção agrícola de forma sustentável. 

Em Piracicaba, o pioneiro em sustentabilidade foi Luiz Vicente de Souza Queiroz, empresário e grande empreendedor com vivência internacional e que, anos 1880 e 1890, era proprietário de uma fábrica de sacarias de algodão, a Fábrica de Tecidos Santa Francisca, equipada com 50 teares e 70 operários. Luiz de Queiroz, já naquela época, estava tendo problemas com a produção de algodão e percebeu que seria necessária uma escola para formar agrônomos e, com a aplicação de tecnologia, manter a produção de algodão e ter matéria-prima para sua indústria. Adquiriu então a Fazenda São João da Montanha e doou ao governo do Estado de São Paulo com o compromisso de que fosse instalada uma escola agrícola, a primeira do Estado, e que se transformou em um grande centro de desenvolvimento da agricultura no Brasil e é hoje reconhecido internacionalmente. 

Nos últimos 50 anos, assistimos à Revolução Verde de Norman Borlaug, à conquista dos cerrados com tecnologia agrícola e à revolução do plantio direto. O Brasil agrícola cresceu, mostrou seu potencial e é reconhecido mundialmente pela sua expressiva produção. 

Hoje, a temática é a sustentabilidade econômica, social e ambiental, amparada no conhecimento e na tecnologia. Nesse contexto, a Fundação Agrisus, iniciativa da família do engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso, completou 16 anos no mês de abril, tendo já apoiado 913 projetos voltados à agricultura sustentável. 

A sustentabilidade é um caminho sem volta; muito se fez e muito ainda se tem por fazer. 

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto. 

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico. 

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas. 

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

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Camila Lopes (19) 2136 – 3516 / (19) 99782-7491
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