Vantagem Competitiva nas Empresas Rurais

Por Miriam Fiss Bosenbecker
Miriam Fiss Bosenbecker
miriam@safrasecifras.com.br
Graduada em Administração
Graduada em Ciências Contábeis
Pós-graduada MBA em Gestão Estratégica de Custos
Atualmente, o Agronegócio é um dos fatores mais importante para o desenvolvimento regional e fortalecimento da Economia Brasileira. Em 2016, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro acumulou crescimento de 4,48% e, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), deve apresentar expansão de 2% em 2017.

Como percebe-se, nos últimos anos, o Setor Agropecuário vem se intensificando cada vez mais, o que possibilita melhorias no processo de produção, assim como aumento de produtividade. Em contrapartida, faz-se necessário um maior desembolso para custear as atividades desenvolvidas pela empresa rural. Aliado a isto, há a tendência de redução de preços de comercialização e aumento dos encargos de financiamentos bancários, onde tem-se, atualmente, taxas de 8,5% a.a. a 9,5% a.a. em Financiamentos de Investimento e 9,5% a.a. a 12,75% a.a. nos Financiamentos de Custeio.

Contudo, mesmo com o agronegócio em ascensão, os produtores enfrentam dificuldades para se manterem na atividade, sendo que um dos principais motivos é a constante oscilação de preços, além de fatores ambientais tais como estiagens ou ainda chuvas em excesso. Além disso, para melhor eficiência do negócio, são necessários altos investimentos, seja para manter ou aumentar as atividades ou ainda para facilitar o manejo das mesmas.

Mediante esta situação, há cada vez mais a necessidade de adoção, por parte dos gestores rurais, de Controles Gerenciais e Administrativos que busquem a redução dos custos e, consequentemente, aumento no resultado do negócio e, nesta luta por vantagens competitivas frente aos concorrentes, a redução de gastos, onde temos a soma de todos os custos e despesas da propriedade, é considerada fundamental. O controle dos custos e despesas se torna imprescindível para gerenciar a Lucratividade Operacional do negócio. Conhecer, comparar e controlar a evolução dos gastos entre períodos, por exemplo, é aumentar a competitividade, a lucratividade e a viabilidade econômica das atividades desenvolvidas na propriedade rural.

Mas será que atualmente os gestores sabem quais são seus principais gastos? O que diminuir: custos ou despesas? Ou ainda o que realmente é controlado? Os gestores das empresas rurais precisam de ferramentas que auxiliem na tomada de decisões e Controles Gerenciais que mostrem os pontos que devem ser monitorados. Uma ferramenta de apoio aos gestores é o Orçamento, pois ele regula o que pode ou não ser feito no decorrer do ano agrícola. Além disso, serve para identificar meses mais difíceis ao longo do ano, sem comercialização de produtos, onde precisa-se de Capital de Terceiros para cumprir com os compromissos já firmados, por exemplo.

No meio rural, a palavra controle ainda é temida por muitos, pois controle significa saber realmente o que a propriedade desembolsa e lucra, ou não, com suas atividades. O Controle Gerencial do negócio vem como uma ferramenta de extrema importância nos dias atuais, pois através dele, consegue-se ter indicadores que mostram a viabilidade do negócio, grau de endividamento, percentual de utilização de capital de terceiros, resultado total e por hectare, entre outros tantos que podem ser comparados entre as safras e com outros produtores. Essa comparação consegue dar uma visão mais ampla ao gestor, mostrar em que local a propriedade se encontra quando comparada a outras de mesmo fim.

Muitas das empresas rurais que não têm algum tipo de Controle Gerencial, seja ele adoção de medidas estratégicas ou ainda acompanhamento de orçamento, podem apresentar alguns riscos, tais como: desconhecimento do resultado do negócio, aumento ou diminuição das atividades exploradas sem base concreta, investimentos desnecessários, facilidade de endividar-se e perda de ganhos obtidos por produtividade.

Nesse sentido, a utilização de Controles Gerenciais, torna-se uma vantagem competitiva neste mercado que não depende apenas de produtividade, mas que tem variáveis que não são controláveis, como clima e mercado. O desconhecimento do custo impacta seriamente na tomada de decisões, nas negociações e em possíveis perdas financeiras, pois sem conhecer o gasto total, tão pouco se sabe o real resultado do negócio e, atrelado a estes fatores, outros elementos que criam a necessidade de uma reestruturação e organização administrativa por parte dos gestores rurais são: o alto endividamento, descapitalização, margens de lucros declinantes, escassez ou aumento dos custos dos insumos e serviços e falta de crédito.

Neste contexto, é importante usar de inteligência e sensatez na hora de cortar custos, pois não adianta, simplesmente, estabelecer um mesmo percentual de redução para todas as áreas, é necessário levar em consideração a estratégia da empresa, quais atividades são mais importantes para o negócio e diminuir os gastos em áreas que não afetem o desempenho e produtividade das atividades.

Partindo disto, a Safras & Cifras, empresa especializada em custos desde o início de sua trajetória, em 1990, entende que o Controle Gerencial é fundamental para manter a empresa competitiva no mercado atual, pois, faz-se necessário, cada vez mais, maximizar os lucros, aumentar a produtividade e reduzir gastos, desde que seja feito em cima de dados e informações concretas, uma vez que o sucesso de uma organização está atrelado não somente a boa gestão, mas também às ferramentas que os gestores utilizam para auxiliá-los nesta tarefa.



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