Resistência na ferrugem da soja ganha força

Por Claudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja e coordenadora do Consórcio Antiferrugem e integrante do Eagle Team

A resistência a fungicidas sítio-específicos para o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem-asiática, continua a aumentar. No início de março, o FRAC (Fungicide Resistance Action Committee) relatou a presença da primeira mutação que confere resistência ao grupo das carboxamidas no fungo P. pachyrhizi. Resistência a fungicidas sítio-específicos é um processo natural de seleção. A presença dessa mutação refletiu na redução de eficiência de alguns fungicidas em avaliações nos ensaios do Consórcio Antiferrugem. 

Os chamados fungicidas sítio-específicos para o controle da ferrugem possuem três modos de ação principais: os triazóis (inibidores da desmetilação - IDM); as estrobilurinas (inibidores de quinona externa - IQe) e, porfim, as carboxamidas (inibidores da succinato desidrogenase - ISDH). A menor sensibilidade de P. pachyrhizi a fungicidas IDM e IQe já foi confirmada para o fungo no Brasil.

A notícia publicada pelo FRAC ressalta a necessidade urgente de adoção de estratégias que visam reduzir a pressão de seleção de resistência, uma vez que esses isolados, ainda estão restritos a algumas áreas. Essas estratégias envolvem a utilização de misturas com diferentes modos de ação, a rotação de mecanismos de ação e a associação a fungicidas multissítios, numa tentativa de atrasar a seleção de isolados resistentes e também garantir a eficiência de controle, caso haja uma falha do produto sítio-específico.

A maior dificuldade hoje enfrentada no controle da ferrugem é a imprevisibilidade da população do fungo que estará presente na próxima safra. Como essa é uma doença com alto potencial de dano, o produtor deve trabalhar da forma mais segura possível para garantir um controle eficiente da doença e evitar redução de produtividade.

Os danos diretos com a ferrugem foram reduzidos ao longo dos anos com o melhor conhecimento de controle da doença. Hoje o custo atribuído à doença vem do custo de controle com fungicidas, sendo estimado em US$ 2 bilhões.

Fungicidas representam uma das estratégias de controle. Para que o manejo seja eficaz, é preciso que o produtor adote todas as práticas que incluem a utilização de cultivares de ciclo precoce; semeaduras no início da época recomendada; a eliminação de plantas de soja voluntárias e a ausência de cultivo de soja na entressafra – também conhecido como “vazio sanitário” e a utilização de cultivares com genes de resistência quando disponíveis. Outro ponto importante que precisa ser levado em consideração é o monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura para que haja o emprego de fungicidas preventivamente ou logo no aparecimento dos sintomas.

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