Os investimentos em saúde pública, no Brasil e no mundo


Artigo de autoria do Deputado Federal Dilceu Sperafico
Por Costa Assessoria

Não por acaso, 30% dos brasileiros, mesmo enfrentando dificuldades financeiras, contratam planos de saúde e pessoas que não têm esta alternativa, tanto reclamam do atendimento do sistema público.

A saúde, apesar do discurso oficial e do sofrimento dos usuários, está longe de ser uma prioridade nacional.  

Prova disso é que o País destina à saúde dos seus cidadãos menos do que a média mundial. Conforme levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à essa distorção, mais de 50% da conta de saúde dos brasileiros prosseguem sendo bancados pelos próprios pacientes ou seus familiares.

Em média, mesmo com população de maior renda, os países desenvolvidos chegam a investir cinco vezes mais do que o Brasil no atendimento de seus cidadãos.

Em 2012, por exemplo, o governo brasileiro destinou a média de 512 dólares para o atendimento de saúde de cada habitante.

Mesmo que quase cinco vezes acima do investido em 2000, quando era de apenas 107 dólares por cidadão/ano, o montante ficou bem abaixo do necessário, perdendo até mesmo para a média mundial.

Segundo a OMS, os investimentos públicos médios em saúde no mundo em 2012 foram de 615 dólares por pessoa. Já os países desenvolvidos, naquele ano, destinaram, em média, 2,8 mil dólares por cidadão às contas de saúde.

Em algumas nações, os gastos foram ainda maiores, chegando a 10 vezes mais do que o montante médio aplicado no Brasil.

Na Noruega, por exemplo, o poder público destinou a média de 7,9 mil dólares para o atendimento de saúde a cada um de seus cidadãos, em Luxemburgo, 6,3 mil dólares, na Suíça, 5,9 mil, nos Estados Unidos 4,1 mil   e no Japão, 3,9 mil dólares por pessoa.

Até mesmo em Portugal, os gastos públicos per capita com a saúde são mais de duas vezes superiores aos do Brasil.

Somente superamos os investimentos públicos na África, onde as aplicações continuam mínimas, ficando em apenas 53 dólares por pessoa.

No Brasil, conforme a OMS, para superar as dificuldades da saúde pública, quem acaba pagando a maior parte da conta é o paciente, através de planos de saúde ou gastos privados.

Do total dos investimentos em saúde, 47,5% são bancados pelo poder público e 52,5% pelos próprios cidadãos.

Na média mundial, a proporção das responsabilidades é oposta, com 57,6% dos gastos com saúde da população sendo assumidos pelo poder público e  42,3% bancados pelos cidadãos.

Apesar dessas diferenças e distorções nos investimentos públicos do Brasil em saúde, na relação com outras nações, a OMS destaca o progresso alcançado pelo País nos últimos anos, pois os recursos destinados ao setor no orçamento nacional passaram de 4,1%  em 2000 para 7,9% em 2012.

Em 2012, 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foram destinados à saúde, contra 7,2% em 2000.

No restante do planeta, segundo a OMS, os governos nacionais destinam a média 14% de seus orçamentos para a saúde pública e nos países desenvolvidos o percentual é de 16,8%.

Apesar dos avanços destacados, no Brasil, como se vê, ainda temos grandes desafios pela frente para garantir o atendimento de qualidade que a população necessita e merece.

Nosso consolo é que em Toledo e no Oeste do Paraná vimos progredindo bastante nos últimos anos, com grandes investimentos na melhoria do sistema público de saúde.


São os casos do Hospital Regional, Centro de Especialidades do Ciscopar, unidades de saúde e estrutura indispensável às novas conquistas no setor.
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