Lula ordenou pagamento a empresa ligada à Petrobras, diz doleiro



O doleiro Alberto Youssef falou nesta segunda-feira (11) em depoimento à CPI da Petrobras que o Palácio do Planalto conhecia o esquema de corrupção na estatal e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou o pagamento de verbas à agência Muranno Marketing.

Segundo o doleiro, o envio de dinheiro à agência foi definido por Lula e tinha como base propinas que iriam abastecer os caixas de PT e PP. A informação lhe foi repassada, de acordo com Youssef, pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. Tanto Youssef quanto Costa fazem parte do programa de delação premiada vinculado à operação Lava Jato.

“É uma declaração muito forte e um motivo grande para que Lula e a presidente Dilma Rousseff sejam incluídos em todos os instrumentos de investigação ligados à Lava Jato”, disse o deputado federal Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS).

“Segurança”
O depoimento de Youssef foi feito em Curitiba, onde a CPI da Petrobras está questionando envolvidos no esquema que estão detidos na capital paranaense. O doleiro falou que operou as propinas ligadas à estatal “com segurança” por conta de um respaldo que, segundo ele, viria do Palácio do Planalto.


“Paulo Roberto Costa sempre dizia, quando havia alguma divergência no partido sobre pagamentos, que tinha que ter o aval do Palácio do Planalto”, disse Youssef, segundo reportagem do portal iG.

O pagamento ordenado por Lula já havia sido citado por Youssef em depoimento à Polícia Federal e foi confirmado pelo doleiro nesta segunda-feira.

Organização criminosa
Para o tucano Marchezan, a complexidade do esquema relatado por Youssef e outros réus deixa claro que não haveria como a quadrilha operar sem o conhecimento de autoridades do governo. O deputado citou fatores como o alto número de contratações feitas pela Petrobras no modelo de regime diferenciado, que tem regras mais frágeis, o que facilitava o repasse de verbas a integrantes e beneficiários do esquema.


“Estamos falando de algo muito mais sério do que um esquema que poderia ser conduzido com uma simples planilha de Excel. Era necessário um sistema gigantesco, um profissionalismo muito grande para gerenciar esses contratos. Coisas dignas de uma grande organização criminosa. Não é crível que a atual presidente da República, que foi ministra das Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, desconhecesse o esquema”, afirmou.

Marchezan enfatizou que o fato de tanto Youssef quanto Costa terem protagonismo nos esquemas de desvios não tira o peso dos depoimentos prestados por eles. “Em todo o mundo, quadrilhas são desmontadas por delações de seus integrantes. É o que assistimos aqui também. Quando o PT tenta desqualificar a relevância dos depoimentos, apenas faz o que sempre realizou: vai contra o interlocutor que disse algo contrário ao partido”, apontou.

Pauta Paraná
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