Fachin agirá com idoneidade caso participe do julgamento do petrolão?


Por Rachel Sheherazade

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsky, disse, ontem que a expectativa do Tribunal é de que Luiz Edson Fachin seja aprovado para compor a Corte de Justiça mais importante do país.

O indicado à vaga de Joaquim Barbosa, aprovado por 20 votos a sete na Comissão e Constituição de Justiça, deve, nesta terça, ser votado no Plenário do Senado.

Durante a sabatina, o candidato de Dilma, que, durante a campanha eleitoral, pediu votos para a candidata Dilma, não esclareceu muito.

Respondeu com a inexatidão de quem sabe escorregar muito bem pelas mãos quando convém.

Confrontado sobre suas convicções nada constitucionais sobre o casamento, Fachin, que, antes, defendia a poligamia, pediu socorro ao texto da Carta Magna, que institui a união monogâmica.

Sobre a propriedade privada, o advogado desdisse o que outrora defendia e, mais uma vez, chamou a Constituição para pregar o óbvio: que a propriedade privada é um direito do cidadão.

Perguntado sobre sua ligação com o Partido dos Trabalhadores, garantiu que não teria dificuldades em julgar qualquer partido político.

Mas a pergunta ficou sem resposta. A questão que os brasileiros querem saber é se o "progressista" Fachin vai dar lugar ao juiz Fachin quando estiverem em jogo os interesses do PT?

Pois, Fachin poderá ser um dos ministros a julgar a legenda no caso do Petrolão. E então, como ele se comportará?

Com a idoneidade e independência que caracterizam os grandes juízes, como seu antecessor, Joaquim Barbosa?

Ou com a pequenez dos magistrados que pagam com fidelidade canina o partido que os indicou?

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