A irrigação por gotejamento e a produção de alimentos


Artigo de autoria do Deputado Federal Dilceu Sperafico
Por Costa Assessoria

Como o aquecimento global e as mudanças climáticas já nos parecem inquestionáveis e o Brasil tem sua economia baseada no agronegócio, é oportuno começar a estudar as possibilidades de irrigação de plantações de maior extensão.

Para manter a condição de um dos principais produtores de alimentos do planeta, o País necessita encontrar alternativas para enfrentar eventuais estiagens prolongadas e elevação das temperaturas.

Como temos uma das maiores reservas de água doce do mundo, além de mais de oito mil quilômetros de litoral, acreditamos que as nossas possibilidades de utilização da técnica são muito positivas.

Ainda mais quando sabemos dos resultados da irrigação em países com território pequeno e árido, como Israel, que mesmo cultivando no deserto e até dessanilizando água do oceano, está entre os grandes fornecedores de flores e frutos da Europa.

No Oeste do Paraná, que conta com mananciais que vão do Aqüífero Guarani ao reservatório da Usina de Itaipu, além de nascentes, rios e açudes em toda a região, a adoção da irrigação em muitas culturas nos parece uma questão de tempo.

Até porque há sistemas, como a irrigação subterrânea e por gotejamento, com uso controlado da água e resultados altamente compensadores.

Conforme especialistas, a técnica pode elevar em até 46% a produtividade de grãos, como soja e milho.

A empresa Netafim, pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento, há 20 anos atuando no Brasil, por exemplo, está apresentando projetos do sistema para aplicação no País.

A irrigação subterrânea por gotejamento, por sinal, tem apresentado resultados altamente promissores no País, em projetos desenvolvidos nas últimas três safras de cereais e oleaginosas.

No sistema, os tubos gotejadores são enterrados, proporcionando melhor utilização da água, com distribuição precisa e no volume necessário, evitando desperdícios.

A alternativa se revela de extrema importância para o agronegócio brasileiro, especialmente em diversas regiões produtoras, onde os índices de chuvas tem se mostrado irregulares ou com grande variação, de um ano para o outro.

Segundo os especialistas, o sistema por gotejamento, se comparado ao da irrigação por pivôs centrais, possibilita a redução de 20% a 30% do consumo de água e, em conseqüência, também da conta de energia elétrica. Além disso, eleva a produtividade das plantações com menor impacto ambiental, pois não promove a erosão ou desperdício de nutrientes.

No Rio Grande do Sul, a utilização do sistema em plantações de milho, desde a safra 2012/2013, vem oferecendo resultados altamente promissores, eliminando perdas com a irregularidade das precipitações pluviométricas, que costumava impor prejuízos aos produtores, quando a colheita não cobria os custos da lavoura.

Nos 80 hectares iniciais, os resultados foram significativos desde a primeira experiência, pois a produtividade chegou a 280 sacas de 60 quilos por hectare, volume 46% maior em relação à área sem o sistema, onde o rendimento ficou em 150 sacas por hectare.

Na safra seguinte, de 2013/2014 o milho alcançou a produtividade de 318 sacas por hectare, graças à irrigação por gotejamento, com distribuição conjunta de fertilizantes.

Com esses resultados e a expectativa de crescimento do agronegócio brasileiro, já se calcula que a adoção do sistema deverá crescer 20% ao ano, com o aumento equivalente das áreas irrigadas no País.

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