O agronegócio do Oeste do Paraná e a demanda por proteína animal


Artigo de autoria do Deputado Federal Dilceu Sperafico
Por Costa Assessoria

O crescimento do mercado global de carnes de 3% em 2014, alcançando o volume de 225 milhões de toneladas comercializadas no período, mostra a visão privilegiada e o empreendedorismo histórico dos desbravadores e colonizadores do Oeste do Paraná.
Se Toledo hoje detém o maior rebanho suíno, o maior plantel de aves de corte, o maior abatedouro desses animais e o maior Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário do Estado e um dos mais expressivos País, devemos tais feitos à capacidade e coragem dos pioneiros da região.
Graças aos seus conhecimentos elementares do agronegócio, apostaram na mecanização e diversificação da atividade agrícola, na consorciação da agricultura à pecuária, na transformação de proteína vegetal em proteína animal, muito mais valorizada no mercado de alimentos e na agroindustrialização, já pensando no abastecimento dos grandes centros consumidores do País e futuras exportações.
Dessa forma, o município que hoje possui 90 frangos e cinco suínos por habitante, além de grande produção de leite, carregando diariamente uma centena de caminhões de carnes, derivados e produtos lácteos, para os mercados interno e externo, se tornou modelo para diversas outras cidades da região, como Cascavel, Palotina, Medianeira, Marechal Cândido Rondon e Cafelândia, que hoje juntas sediam um dos mais importantes centros agroindustriais do País.
Graças a esse entendimento antecipado, hoje o Oeste do Paraná ostenta condição especial para atender a crescente demanda mundial de proteína animal, com destaque nos mercados emergentes.
Independente das tradições e restrições religiosas e culturais de parcela da população a determinados tipos de carnes, com o crescimento da economia e a melhoria da renda da população de diversos países, o consumo de proteína animal está em grande expansão no planeta.
Tanto que desde 2009 o consumo de carnes aumentou em cerca de 50% em países como a Índia, graças ao crescimento de mais de 90% da renda anual da população local.
O declínio do consumo de carne e em menor proporção, só tem sido registrado em nações desenvolvidas e com população estabilizada ou em crise econômica.
Foram os casos de Alemanha, Holanda e Grécia, além dos Estados Unidos, onde o consumo de proteína animal caiu 1% em 2014.
Especialistas creditam a queda à uma série de questões, como saúde, ética, sustentabilidade e religião, que muitas vezes dão à carne a imagem negativa dos maus tratos aos animais.
Com isso, consumidores ocidentais estão adotando o vegetarianismo, o veganismo e/ou dieta à base de peixes nos últimos anos, mas seus efeitos no mercado internacional de carnes ainda são inexpressivos.
Tanto que nos países desenvolvidos está crescendo muito o consumo de frango devido á rejeição de consumidores às chamadas carnes vermelhas, cuja má reputação se deve às preocupações com a saúde humana e o bem-estar animal.
Mesmo assim, a demanda de carnes de cordeiro e caprinos também está aumentando nesses mercados, em consequência do crescente interesse por proteínas exóticas e à popularidade de cardápios do Oriente Médio.
Hoje a carne de frango é a mais consumida no mundo, com demanda crescendo 4% e atingindo o volume de 85 milhões de toneladas em 2014.
Na China a demanda por carne bovina cresceu 5%, superando a tradicional carne suína.
Ao mesmo tempo, a Índia, onde um terço da população é de vegetarianos, apareceu como mercado de mundial de carne que mais cresceu em 2014.
author

União Agora

Seu Portal de Notícias, Brasil.

Receba atualizações do site por e-mail em sua caixa de entrada!

www.CodeNirvana.in

Copyright © UNIÃO AGORA | Notícias | União Agora Portal União Agora