Plano Agrícola e os investimentos na armazenagem de grãos

Artigo de autoria do Deputado Federal Dilceu Sperafico
Por Costa Assessoria
Entre as novidades positivas do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, anunciado no dia quatro de junho, além do volume recorde de recursos, de 136 bilhões de reais, estão as verbas específicas para o sistema de estocagem das safras brasileiras.
Os recursos destinados ao financiamento da construção e ampliação de silos e armazéns privados, nos próximos cinco anos, somam 25 bilhões de reais.
Com o novo crédito, o governo espera eliminar ou, pelo menos, reduzir o déficit de armazenagem de grãos do País, diminuindo, na mesma proporção, os prejuízos da falta de estrutura de escoamento da produção. Os empréstimos terão prazo de pagamento de até 15 anos, com juros fixos de 3,5% ao ano.
O déficit de armazenagem do País da atualidade soma 40 milhões de toneladas, apesar dos investimentos feitos por cooperativas, cerealistas e produtores, na implantação de estrutura própria.
Na safra 2012/2013, de 184 milhões de toneladas de grãos, o País dispunha de capacidade de estocagem de 145 milhões de toneladas, somando armazéns públicos e particulares.  
Com os novos recursos, as cooperativas e empresas poderão ampliar sua estrutura, colocando novas e maiores unidades armazenadoras à disposição dos produtores, inclusive em locais mais próximos da lavoura, enquanto o agricultor terá a alternativa de também implantar silos em suas propriedades.
A estrutura adequada de beneficiamento e estocagem de grãos é fundamental para o agronegócio e, em conseqüência, para o País, na medida em que o bom desempenho do campo sempre se reflete em benefícios efetivos para toda a sociedade.
Com a possibilidade de manter a safra estocada em segurança, as vantagens do produtor, cooperativas e empresas do ramo, não ficam na opção de aguardar o melhor preço para comercializar e o momento correto para escoar a produção.
Eliminando a prática da transformação de caminhões em silos móveis, serão reduzidas as perdas de grãos nas estradas e toda a cadeia produtiva terá melhores condições de barganhar condições mais vantajosas na comercialização da produção.
Com os financiamentos para a armazenagem, o Brasil também estará retomando programas dos anos 60 e 70, que viabilizaram a mecanização da atividade e a implantação da agricultura extensiva ou empresarial, que colocaram o agronegócio brasileiro entre os maiores e mais importantes produtores de alimentos do mundo.  
Consciente de sua incapacidade para a implantação de estrutura de armazenagem, fornecimento de insumos e prestação de assistência técnica aos agricultores, o governo incentivou e financiou a criação e estruturação de cooperativas agropecuárias, em todo o Centro-Sul do País.
Paralelamente, construiu e pavimentou a maioria das mais movimentadas rodovias brasileiras da atualidade, ligando as regiões produtoras aos principais centros consumidores e portos de exportação.
Agora, com o crédito disponibilizado à iniciativa privada, o governo espera elevar em 65 milhões de toneladas a capacidade de estocagem de grãos do País.
Além disso, promete investir mais 500 milhões de reais na construção e melhoria de armazéns públicos, dobrando a capacidade das unidades da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, vale acrescentar, recomenda a capacidade de armazenagem de 120% da produção, o que, no Brasil, exigiria neste ano de 2013, 220 milhões de toneladas.
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