Governo combate a violência contra crianças e adolescentes


O governador em exercício Flávio Arns e a secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, apresentaram nesta segunda-feira (20), em Curitiba, a campanha Viva a Infância. O objetivo é motivar a sociedade a enfrentar as situações de violência contra crianças e adolescentes e denunciar esses atos. 

As atividades da campanha chegarão a todo o Paraná nos próximos sete meses por meio de palestras, comerciais veiculados em rádios e televisão e ações nas ruas, como a distribuição de cartazes e folderes. A meta é fortalecer as redes de proteção e, principalmente, chamar a atenção da sociedade sobre as situações de violência contra crianças e adolescentes e reforçar como é possível combatê-las. 

Do total de notificações de violência registradas pela secretaria estadual da Saúde entre 2009 e o início de maio de 2013, 49% são de violência contra crianças e adolescentes. “Combater a violência contra crianças e adolescentes é promover a cidadania e os direitos humanos”, disse Flávio Arns. 

A oferta de educação integral em toda a rede estadual de ensino é uma ação de governo que pode contribui diretamente para a prevenção desses casos, destacou o governador em exercício. Mais da metade das 2.140 escolas da rede estadual oferecem atividades de educação integral. 

A secretária Fernanda Richa explicou que a ideia é ter uma campanha com o engajamento de toda a sociedade e que ganhe o apoio popular. “É necessário desconstruir padrões e mostrar que a violência contra a criança e o adolescente não é normal e nem pode ser tolerada. Por isso, ela tem a função de alertar sobre o problema, gerar reflexão, indicar caminhos e incentivar a denuncia”, explica. 

Saiba mais sobre as ações da campanha no www.vivaainfância.com.br. As denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo telefone 181. 

PARCERIA - Durante o evento, que aconteceu no Salão de Atos do Palácio Iguaçu, foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo do Estado e instituições dos setores de bares, casas noturnas e hotéis do Paraná. “O governo está unido com diversos parceiros e entidades para que as nossas crianças e adolescentes não tenham seus direitos violados”, acrescentou Fernanda Richa. 

Funcionários de estabelecimentos como hotéis, postos de gasolina e supermercados serão orientados com informações da campanha. A Secretaria de Turismo desenvolverá um projeto de implantação de registro de hóspedes em meios de hospedagem online e biométrico no Estado. 

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e representante paranaense da Confederação Nacional do Turismo, Fábio Aguayo, disse que os estabelecimentos que recebem público são fundamentais para a denúncia e identificação de ocorrências. “Quando a sociedade participa ativamente de campanhas promovidas pelo poder público esta ação se torna permanente”, afirmou Aguayo. 

O secretário da Segurança Pública, Cid Vasques, disse que a campanha, com o engajamento de diversas áreas do governo, vai resultar em um projeto referência para o país. O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Roberson Luiz Bondaruk, disse que a iniciativa vai acrescentar informações as ações desenvolvidas pela corporação. 

“O Governo do Estado está abrindo o debate sobre uma situação preocupante para os jovens paranaenses”, disse o assessor especial da Juventude, Edson Lau Filho. A população jovem no Paraná, de 15 a 29 anos, é de 2,7 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

AÇÕES - A campanha, criada em conjunto com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), será realizada em duas fases, durante sete meses, e mobilizará toda a rede de proteção à Criança e ao Adolescente no Paraná. Na primeira etapa, o adulto é colocado no lugar da criança para mostrar o ato de covardia que é a violência contra elas. Já na segunda fase, recorrendo a uma linguagem mais alegre, o foco é mostrar a importância de crianças e adolescentes crescerem em um ambiente seguro. 

“Nós, como cidadãos, temos que evitar que este tipo de situação aconteça e verificar no dia a dia se a criança está sofrendo algum tipo de violência e denunciar”, disse a presidente do Cedca, Márcia Tavares dos Santos. Os recursos para a realização da campanha são do Fundo Estadual da Infância e da Adolescência (FIA). 

A primeira ação da campanha aconteceu no último sábado (18), quando a estátua do “Homem Nu”, na Praça de 19 de Dezembro, no centro de Curitiba, amanheceu vestida com uma camiseta gigante com a mensagem Viva a Infância. Com oito metros de altura, o “Homem Nu” é um dos mais conhecidos monumentos da capital. 

No local também está montado um cenário composto por um banco, um chinelo e um cinto em escala gigante, uma forma de mostrar a proporção que uma criança tem frente a um adulto. A ideia é criar uma atmosfera em que todos fiquem pequenos e indefesos - como uma criança - frente a uma agressão. 

NÚMEROS – Segundo dados da Secretaria da Saúde, de 2009 até o início de maio de 2013, foram registradas no Paraná cerca 21,5 mil notificações de violências. Deste total 49% são de violências contra crianças e adolescentes. 

A análise mostrou que o tipo de violência mais característico em crianças e adolescentes é a negligência ou o abandono - tanto em meninos quanto em meninas – chegando a 48% do total dos casos notificados no último ano. A violência sexual ocupa a segunda colocação, principalmente contra meninas. Na terceira colocação está a violência física, cuja maior incidência é contra os meninos. 

No último ano, o número de notificações de violências contra crianças e adolescentes cresceu significativamente. O aumento, no entanto, não está relacionado ao crescimento da violência, mas sim a uma maior sensibilização dos profissionais do setor da saúde em relação ao tema. Em 2010, dos casos de violência notificados no Paraná, 48,6% foram contra crianças e adolescentes. Em 2011, índice de situações envolvendo esse público baixou para 43,2% e, em 2012, os casos de violência contra crianças e adolescentes subiu para 56,1% do total de notificações gerais.


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