Conselho Eleitoral da Venezuela retoma processo de auditoria das urnas


Bogotá - O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela começou hoje (6) a auditoria nos 46% das urnas eletrônicas que ainda não foram verificados, após as eleições presidenciais de 14 de abril.
De acordo com o órgão eleitoral, o processo vai comparar os dados das atas de escrutínio emitidas pelas urnas com os comprovantes dos votos (impressos e guardados em caixas). Serão verificadas 350 caixas por dia, até alcançar o total de 10.500. O CNE espera concluir o procedimento em 30 dias. Segundo o conselho, 54% das urnas foram auditadas no mesmo dia da votação, obedecendo à norma eleitoral.
A oposição no país, que havia protestado para que fosse feita a auditoria na semana posterior a votação, não considera válido o processo que será feito, por considerar que somente seria eficaz se também fossem verificados os cadernos de votação com os nomes dos eleitores que compareceram às sessões.
Sobre a auditoria, o líder oposicionista e governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, disse que não pretende participar de um processo que “não servirá para revelar a verdade”. Ele contesta a vitória de Maduro e acusa o governo de irregularidades.
Descontente com a verificação que será feita pelo CNE, a oposição apresentou na última quinta-feira (2) no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) - a Corte Constitucional venezuelana - um pedido de impugnação das eleições de 14 de abril.
Maduro ganhou as eleições com 50,61%, derrotando Capriles que obteve 49,12% dos votos, de acordo com resultado oficial divulgado pelo CNE no dia 29.
Edição: Davi Oliveira
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