Beto Richa apresenta a franceses política paranaense de atração de investimentos

A política do Governo do Paraná para atração de investimentos produtivos e o programa de ampliação da infraestrutura e logística do Estado foram os principais destaques do pronunciamento feito pelo governador Beto Richa aos empresários franceses nesta quarta-feira (22). 

O encontro foi na Câmara Brasil-França (CCBF), em Paris, e teve a participação do embaixador do Brasil na França, José Maurício Bustani, e do vice-presidente da CCBF, Philipe Lecortier. A reunião fez parte da agenda da comitiva paranaense que está na Europa em busca de novos investimentos ao Estado. A missão esteve, também, na Rússia e na Croácia. 

Richa narrou aos empresários franceses que a primeira iniciativa do seu governo foi abrir o diálogo com o capital produtivo, criar um ambiente atraente para novos negócios. “Abrir as portas do Estado aos investidores e mostrar-lhes o Paraná agora é um lugar de estabilidade política, de respeito à lei e aos contratos”, afirmou. 

O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Edson Ramon; o vice-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rommel Barion; o senador francês Roland Du Luart; a vice-presidente mundial da Renault, Veronique Dosdat, e o diretor de relações institucionais e governamentais da aliança Renault-Nissan, Antonio Calcagnotto, também participaram do encontro.  

O governador afirmou que Paraná tem uma agropecuária forte, agronegócio bastante competitivo, mas que precisa fortalecer a indústria. “Nosso potencial industrial está longe de ser esgotado. Os franceses, mais que ninguém, sabem da importância estratégica de uma indústria vigorosa ao lado de uma agricultura próspera, para o bem-estar de seu povo e para o desenvolvimento nacional”, disse ele. 

Para fortalecer o setor industrial, o governo criou o programa Paraná Competitivo, que oferece incentivos fiscais e fixa contrapartidas como criação intensiva de empregos, inovação tecnológica e preservação ambiental. “Em dois anos, o Paraná Competitivo estabeleceu um novo ciclo de industrialização, em bases socialmente justas e ambientalmente sustentáveis”, enfatizou Richa. 

O programa já atraiu mais de R$ 20 bilhões (quase 10 bilhões de euros) em investimentos em novas plantas industriais e ampliação de fábricas já existentes. O governador destacou a Renault como parceira fundamental no processo de industrialização do Paraná. A empresa está investindo 650 milhões de euros na ampliação da capacidade produtiva de sua fábrica em São José dos Pinhais. 

“Graças à Renault, o Paraná se consolidou como o terceiro maior polo automotivo brasileiro. Hoje a empresa emprega no Paraná 6.500 trabalhadores, dos quais 600 engenheiros. Seus 55 fornecedores dão emprego a 25 mil paranaenses”, explicou Richa. O governador citou, também, o maior investimento privado da história do Estado, o da Klabin. A fabricante de papel e celulose, instalada no interior do Paraná, oficializou a implantação de uma nova fábrica, que terá investimento de R$ 6,8 bilhões. 

INFRAESTRUTURA – O governador explicou que para garantir que este novo ciclo de industrialização não resulte em crescimento desordenado, o governo amplia a infraestrutura de transporte e logística do Estado. “Negociamos com o governo federal do Brasil a extensão da malha ferroviária no Estado, com um novo ramal em direção ao porto de Paranaguá. O terminal de Paranaguá é o segundo maior corredor de exportações do País e a ampliação de sua capacidade operacional tem importância estratégica para a economia brasileira”, disse o governador. 

Nos próximos três anos, serão aplicados quase R$ 4 bilhões (dois bilhões de euros) na ampliação das instalações do Porto e na modernização das operações de embarque e desembarque, para que em breve o porto atinja a marca de 1,5 milhão de contêineres anuais. “Esses investimentos incluem recursos públicos e aportes privados de empresas e cooperativas agrícolas que operam no porto”, disse o governador. 

Paralelamente, disse Richa, o Paraná investe na capacitação de trabalhadores, com foco no ensino técnico profissionalizante e na inovação tecnológica. “Recentemente, regulamentamos a Lei Estadual da Inovação, que permitirá uma interação maior entre empresas e universidades, além de premiar o trabalho de acadêmicos e pesquisadores. Acreditamos que, com essas políticas, o Paraná terá bases mais sólidas para um crescimento sustentável”, ressaltou. 

INTERIOR - O governador disse aos empresários franceses que o Paraná desbravou suas fronteiras agrícolas nos meados do século XX, vivendo importantes ciclos industriais nos anos seguintes, mas que ficaram limitados à capital, Curitiba, e cidades próximas. “Agora, estamos expandindo as nossas fronteiras industriais e tecnológicas, num processo que desconcentra a nossa economia e leva empresas a todos os cantos do território paranaense”, disse ele. 

“Nosso passado de afinidades culturais e os vínculos econômicos do presente descortinam um futuro pleno de parcerias, que certamente vão fortalecer nossos laços de amizade e cooperação”, disse o governador aos empresários franceses. “Se a confiança é a chave do bom negócio, incluam o Paraná nas suas futuras prospecções de investimentos, pois serão muito bem vindos”, finalizou. 

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