Conferência discute novos rumos da extensão rural


 
Cerca de 350 pessoas de todas as regiões do Paraná estão reunidas em Curitiba para discutir os rumos da assistência técnica e da extensão rural no Paraná e no Brasil. A 1ª Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ceater) vai reunir propostas para a etapa nacional do evento, que acontece em abril em Brasília. Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a conferência é uma oportunidade para reforçar o papel da extensão rural como instrumento de melhoria da qualidade de vida no campo e promoção do desenvolvimento da pequena propriedade rural. 

A conferência reúne profissionais da área, representantes dos movimentos sociais, assentados da reforma agrária, representantes dos povos e comunidades tradicionais do Paraná. Eles foram eleitos como delegados para o evento durante as 14 conferências territoriais e oito regionais realizadas no Paraná, com a participação de aproximadamente 2,1 mil pessoas. 

Promovida pela Secretaria de Estado da Agricultura, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Cedraf), a conferência foi aberta na noite de terça-feira (13). Participaram da solenidade os secretários da Agricultura, Norberto Ortigara e das Relações com a Comunidade, Wilson Quinteiro; o representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA,) Arnoldo Anacleto de Campos; o diretor-presidente do Instituto Emater-PR, Rubens Niederhaitmann; deputados estaduais e líderes dos movimentos sociais que representam a agricultura familiar e os povos tradicionais do Paraná. 

A conferência nacional vai propor as diretrizes para o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – Pronater, que definirá as políticas públicas para a Assistência Técnica e a Extensão Rural (Ater) para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária e o Desenvolvimento Sustentável do Brasil Rural. Nela serão definidas a metodologia, o enfoque e também os recursos que serão destinados ao setor em todo o País. 

Em 2011, o Ministério do Desenvolvimento Agrário destinou R$ 11,5 milhões para assistência técnica e extensão rural no Paraná. Para Ortigara, a política para assistência técnica e extensão rural deve prever meios para levar mais informação e qualidade de vida ao produtor, incluir as pessoas no processo de desenvolvimento e dar rumo à pequena propriedade agrícola familiar. “A presença dos extensionistas de instituições públicas e da iniciativa privada no meio rural é fundamental para dar suporte à nova face do meio rural que o governo do Paraná está buscando”, afirmou. 

Ortigara reafirmou a parceria do governo do Paraná com o governo federal para dar as respostas que as famílias e povos no meio rural necessitam. O secretário disse que o governo tem o desafio de contratar pelo menos entre 500 a 600 novos profissionais para preparar a estrutura do Instituto Emater para atender, entre outras demandas, as políticas públicas de assistência técnica e extensão rural que forem definidas na conferência nacional. 

O secretário também reafirmou o compromisso do governo do Estado com as comunidades e os povos tradicionais do Paraná, como os assentados da reforma agrária, agricultura familiar, quilombolas, indígenas, faxinalenses entre outros que representam a parte mais vulnerável da sociedade. Ele lembrou que o Paraná tem cerca de 300 mil propriedades agrícolas típicas da agricultura familiar, que exigem assistência técnica qualificada e um conjunto de políticas capaz de promover uma vida digna no meio rural. 

ESTRATÉGIA – O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Arnoldo Anacleto de Campos, disse que a pasta deverá ter um orçamento recorde para executar a assistência técnica. Segundo ele, o perfil plural das famílias rurais e povos tradicionais do Paraná garantirá uma contribuição importante e estratégica para a construção de uma política adequada para a área. 

Para Campos, é importante incluir técnicas que ajudem o agricultor a se organizar economicamente, de forma competitiva; a criar novas cooperativas e ampliar a produção de alimentos com certificação; e também ampliar a comercialização. 
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