Angela Merkel classifica discussão sobre clima no G7 como "muito insatisfatória”

Da Agência EFE
Macron, Trump e Merkel - Cúpula do G7
A chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou hoje (27) como "muito insatisfatória" a discussão sobre o acordo contra a mudança climática feita ao longo da Cúpula do G7 na cidade italiana de Taormina.

"Foi muito difícil e muito insatisfatória a discussão geral sobre o tema do clima", avaliou Merkel em declarações à imprensa ao final do encontro, no qual todos os participantes, exceto os Estados Unidos, reiteraram o compromisso de implementar "rapidamente" o Acordo do Clima de Paris. As informações são da Agência EFE.

"Isso significa que por enquanto não há nenhum sinal de que os Estados Unidos permanecerão no Acordo de Paris ou não. O fato de não ter sido possível conseguir avanços aqui é naturalmente uma situação na qual temos que dizer que um acordo internacional importante simplesmente não recebe apoio. Este não é um acordo qualquer. É um acordo básico para dar forma à globalização", lamentou Merkel.

De acordo com a chanceler, a sessão de hoje do G7 começou com uma reunião prévia com representantes de cinco países africanos, encontro que considerou "muito positivo".

"Os países africanos deixaram muito claro que a mudança climática é de uma importância essencial para eles, assim como também o financiamento. E quando pensamos nos pequenos Estados-Ilha, cuja existência depende disso, percebemos a importância do acordo sobre o clima. Ainda não tivemos uma posição comum aqui, mas deixamos muito claro que não abdicamos das nossas posições", insistiu Merkel.

Segundo a declaração final do G7, os chefes de Estado e governo de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu disseram entender que Washington não está em condições de se juntar à iniciativa no momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que "na próxima semana" decidirá se o país deve continuar fazendo parte do Acordo Climático de Paris.




Decisão final de Trump sobre acordo de Paris fica para a próxima semana

Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil Edição: Lidia Neves

Trump participou ontem da cúpula do G7, Arquivo/Agência Lusa
Antes de deixar a Itália, neste sábado, em sua viagem de volta aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse no Twitter que vai tomar uma decisão quanto ao acordo de Paris, sobre a luta contra as mudanças climáticas. "Eu vou tomar minha decisão final sobre o Acordo de Paris na semana que vem", escreveu.

Ontem (26), os líderes do G7, grupo formado pelas sete maiores economias do mundo, não chegaram a um consenso nesta sobre o tema, porque os Estados Unidos (EUA) estão reavaliando sua posição sobre o tema.

Internamente, após assumir o mandato, Donald Trump revogou a legislação aprovada durante a gestão de Barack Obama para diminuir a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, eliminando restrições para a indústria energética.

Funcionários da diplomacia norte-americana disseram à imprensa que cobriu a reunião do G7 que o norte-americano está mudando de posição sobre a luta das mudanças climáticas. Anteriormente ele dizia que o aquecimento global, causado pela emissão de gases de efeito estufa, é uma farsa. Na campanha, Trump dizia que iria retirar o país do acordo, caso fosse eleito.

Trump chegou a assinar ordens executivas que revogaram os limites à emissão de gases pelas termoelétricas, o que limitava a produção energética.

Otan e terrorrismo

O presidente norte-americano avaliou a reunião do G7 como um sucesso. No Twitter, Trump disse que conseguiu que mais países que compõem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se envolvam na participação financeira.

Apesar de já ter chamado a aliança militar de obsoleta, ele mudou de ideia nos últimos meses e disse que o grupo é importante. Trump criticava os países porque a maioria não estava comprometendo 2% do orçamento para a área militar.

Donald Trump também comentou que os países do G7 sairam da reunião em acordo sobre o combate ao terrorismo. Mas durante o evento, o Reino Unido informou que não iria mais compartilhar informações da inteligência com os Estados Unidos.

Informações sigilosas sobre as investigações sobre o atentado de Manchester foram compartilhadas pelo o governo americano. O secretário de estado, Rex Tillerson assumiu a responsabilidade sobre o fato, que abalou a confiança do Reino Unido no governo norte-americano. “Nós assumimos total responsabilidade e nós, obviamente, lamentamos que isso tenha acontecido", disse Tillerson.



Egito bombardeia principal campo de grupos terroristas na Libia

Da Agência EFE

Aviões egípcios bombardearam nesta sexta-feira (25) o principal acampamento de grupos terroristas no leste de Libia, pouco após o presidente do Egito, Abdel Fatah al Sisi, anunciar que não hesitaria em atacar campos de treinamento de jihadistas após o atentado que matou 28 cristãos coptas e pelo qual ele responsabilizou o grupo terrorista Estado Islâmico (EI). A informação é da agência EFE.

Segundo a agência de notícias estatal egípcia Mena, que citou fontes oficiais de alto escalão, a força aérea do país “destruiu totalmente" o principal centro dos grupos islamitas Majlis al Shura e Mujaheddin de Derna, na Líbia. De acordo com a TV estatal egípcia, os aviões realizaram seis incursões contra "um acampamento de treinamento de terroristas" na cidade de Derna, na Líbia.

Poucos minutos antes do anúncio do bombardeio, em um discurso transmitido pela TV, o presidente egípcio prometeu atacar jihadistas e seus campos de treinamento tanto "em solo egípcio como estrangeiro". Sisi acusou o EI de ter cometido o ataque de hoje, realizado por dez homens mascarados contra um ônibus que levava cristãos coptas para um mosteiro no sul do Egito e que deixou pelo menos 23 mortos e diversos feridos.

Nenhum grupo jihadista assumiu a autoria do atentado até agora.


Contas de luz de junho terão bandeira verde, sem acréscimo na tarifa

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço
Arquivo/Agência Brasil
A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz no mês de junho será a verde, o que significa que não haverá custo extra para o consumidor. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o retorno da bandeira verde foi possível pelo aumento das chuvas nos reservatórios das hidrelétricas em maio e pela perspectiva de redução do consumo de energia elétrica no país.

Desde abril, a bandeira estava vermelha, o que representa um acréscimo de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A previsão da Aneel era que a bandeira tarifária vermelha patamar 1 continuasse em vigor até o fim do período seco, que vai até novembro.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente.



Petrobras reduz preço da gasolina em 5,4% e do diesel em 3,5% nas refinarias

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira

A Petrobras reduziu em 5,4% o preço médio da gasolina nas refinarias e em 3,5%, o do diesel. Segundo a companhia, a decisão é resultado da avaliação feita pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), acompanhando a política de preços anunciada em outubro do ano passado.

A estatal destacou que, como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas para as refinarias podem, ou não, se refletir no preço final ao consumidor. “Isso depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.”

Pelos cálculos da Petrobras, caso o ajuste seja repassado integralmente e não haja alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o custo do diesel para o consumidor final pode cair 2,2%, ou cerca de R$ 0,07 por litro, em média; e o da gasolina, 2,4%, ou R$ 0,09 por litro, em média.


Influências


Conforme a empresa, o aumento significativo nas importações no último mês, contribuiu, predominantemente, para a redução, porque obrigou ajustes de competitividade da Petrobras no mercado interno. A empresa acrescentou que a política seguida tem como princípio a sua participação de mercado, que é também um dos componentes de análise considerado pelo GEMP.

A Petrobras informou que a importação de gasolina por terceiros para o mercado interno passou de 240 mil metros cúbicos (m3), em fevereiro, para 419 mil, em abril, e a previsão é que se mantenha em torno deste nível em maio. Já com relação ao diesel, a importação subiu de 564 mil m3, em fevereiro, para 811 mil, em abril. A expectativa é superar 1 milhão de metros cúbicos em maio. “Com isso, as refinarias da Petrobras podem chegar a um fator de utilização abaixo do último dado divulgado pela companhia em seus resultados trimestrais, que foi de 77%”, acrescentou a estatal.

O GEMP avaliou ainda os fatores relacionados ao preço dos derivados no mercado internacional e a oscilação da moeda nacional. A conclusão foi que os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional. Assim, de acordo com a companhia, permanece o alinhamento à política anunciada e aos objetivos do plano de negócios 2017/2021.

Outra avaliação feita foi com relação à política de preços com correções, pelo menos, mensais. Conforme o comitê executivo, embora seja um avanço significativo em relação ao sistema anterior, essa política não tem refletido “tempestivamente as volatilidades de preços internacionais de derivados e câmbio entre as datas dos reajustes, fato agravado pelo acréscimo recente na volatilidade da taxa de câmbio”. Segundo a Petrobras, essa constatação tem sido, crescentemente, parte das discussões do GEMP e pode fundamentar ajustes de preços mais frequentes.



Sérgio Moro absolve esposa de Eduardo Cunha

Ivan Richard Esposito - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
Jornalista Cláudia Cruz, esposa do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha
A jornalista Cláudia Cruz, esposa do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, foi absolvida hoje (25) pelo juiz Sérgio Moro da acusação da prática dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas no processo que investiga o pagamento de propina oriunda do superfaturamento do contrato entre a Petrobras e a Compagnie Beninoise des Hydrocarbures Sarl para exploração de petróleo no Campo de Benin, na África.

Para Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato na primeira instância, embora Cláudia Cruz tenha tido comportamento “altamente reprovável” e “negligente” quanto às fontes de rendimento do marido e quanto aos gastos pessoais dela e da família, não há provas de que ela tenha efetivamente praticado os crimes imputados a ela pelo Ministério Público Federal.

O juiz responsável pela 13ª Vara Federal em Curitiba diz que Cláudia Cruz teve “participação meramente acessória” e considerou “bastante plausível” a alegação dela de que a gestão financeira da família era de responsabilidade de Cunha.

“Cumpre observar que, de fato, não há prova de que ela tenha participado dos acertos de corrupção de Eduardo Cosentino da Cunha. Deveria, portanto, a acusada Cláudia Cordeiro Cruz ter percebido que o padrão de vida levado por ela e por seus familiares era inconsistente com as fontes de renda e o cargo público de seu marido. Porém, [o comportamento] não é suficiente para condená-la por lavagem dinheiro”, disse Moro na decisão.

Moro diz que a presunção de inocência exige prova categórica da responsabilidade criminal. “Embora esta prova estivesse presente, em abundância, na ação penal na qual foi condenado Eduardo Cosentino da Cunha, ela não se encontra presente em relação a sua esposa”.

Acusados

Na denúncia, a força-tarefa da Lava Jato acusa, além de Cláudia Cruz, o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e os lobistas Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira e João Augusto Rezende Henriques de terem participado de um esquema criminoso para o pagamento de propina a Eduardo Cunha. Conforme o MPF, Cunha recebeu cerca de 1,31 milhões de francos suíços, correspondentes a cerca de R$ 4,42 milhões.

De acordo com a denúncia, a propina foi paga por Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, proprietário da empresa vendedora, e acertada com o diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada. Coube a Augusto Rezende Henriques intermediar a transação mediante transferências em contas secretas de Cunha no exterior. Cláudia Cruz, segundo a denúncia, usava as contas para comprar artigos de luxo fora do Brasil.

Apesar da absolvição, Moro determinou o confisco dos valores sequestrados na conta em nome da offshore Köpek, de 176,6 mil francos suíços (aproximadamente R$ 594 mil), se ficar comprovado que o montante é oriundo de produto de crime.

Condenados e abolvidos

Moro também absolveu Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira do crime de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro por falta de prova e João Augusto Rezende Henriques da acusação dos crimes de evasão fraudulenta de divisas e de lavagem.

Na sentença, o juiz condenou o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada a seis anos de reclusão pelo crime de corrupção passiva e João Augusto Rezende Henriques a seis anos de prisão pela prática dos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.



Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe termina amanhã

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo

Quem faz parte dos chamados grupos prioritários e ainda não se vacinou contra a gripe tem até amanhã (26) para procurar um posto de saúde e garantir a imunização. Balanço do Ministério da Saúde indica que, até a última segunda-feira (22), apenas 58,2% do público-alvo havia sido vacinado. A meta do governo é vacinar 90% de um total de 54,2 milhões de pessoas.

Ainda de acordo com a pasta, até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Os idosos registram a maior cobertura vacinal (67,1%). Em, seguida estão as puérperas (65,4%) e os trabalhadores de saúde (59,4%). Os grupos que menos se vacinaram são indígenas (37,1%), crianças (44,9%), gestantes (49,2%) e professores (52,4%).

Além dos grupos prioritários, também foram aplicadas 6,2 milhões de doses em pessoas com algum tipo de comorbidade, na população privada de liberdade e em trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (79,4%), Paraná (74,1%), Santa Catarina (72,3%), Rio Grande do Sul (70,8%), e Goiás (66%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (41,5%), Pará (44,3%), Rondônia (44,6%), Rio de Janeiro (45,8%), Mato Grosso (48,5%), Acre (48,6%) e Piauí (50,4%).

A vacina contra a gripe está disponível desde o dia 17 de abril para crianças de 6 meses a menores de 5 anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além de professores.

“É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno”, destacou a coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alertando sobre a importância de se imunizar dentro do prazo para evitar possíveis agravamentos da gripe.

Saiba quem são os oito procuradores candidados à sucessão Rodrigo Janot

André Richter - Repórter da Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) recebeu oito candidaturas para a eleição interna que vai definir o sucessor do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deixará o cargo em setembro. A entidade formará uma lista tríplice, que será enviada à Presidência da República.
São candidatos ao cargo os procuradores Carlos Frederico Santos, Eitel Santiago, Ela Wiecko, Franklin Rodrigues da Costa, Mario Bonsaglia, Nicolao Dino, Raquel Dodge e Sandra Cureau. A eleição será realizada na última semana de junho.
Janot deixará o cargo no dia 17 de setembro. Ele foi escolhido para o posto pela primeira vez em 2013 e reconduzido em 2015. Caberá ao presidente Michel Temer indicar o novo procurador-geral. O presidente não é obrigado legalmente a nomear os indicados na lista da ANPR.
O escolhido por Temer terá que passar por uma sabatina na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e ser aprovado pelo plenário. Em seguida, a posse pode ser marcada pela Procuradoria-Geral da República.

Edição: Luana Lourenço

Aécio Neves entrega passaporte ao Supremo

André Richter - Repórter da Agência Brasil

A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) entregou hoje (24) o passaporte do parlamentar ao Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi determinada pelo ministro Edson Fachin na decisão em que o parlamentar foi afastado do cargo após os depoimentos de delação premiada do dono da empresa JBS, Joesley Batista.
Após a entrega, Fachin concedeu prazo de 15 dias para que a defesa de Aécio apresente manifestação sobre o recurso no qual o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede a prisão preventiva do senador afastado.
Na semana passada, o ministro rejeitou individualmente o pedido de prisão e aceitou apenas o afastamento do parlamentar do mandato. As acusações estão baseadas nas informações prestadas no acordo de delação premiada dos executivos da JBS.

Edição: Juliana Andrade

Manifestantes começam a se dispersar em Brasília

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após percorrer toda a Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional, os participantes da marcha Ocupa Brasília começam a se dispersar, dirigindo-se a outros pontos da cidade.

Os manifestantes, que a Polícia Militar estimou em 35 mil pessoas, pediam a saída do presidente Michel Temer e criticaram as propostas de reforma trabalhista e da Previdência, que tramitam no Congresso Nacional.

A manifestação durou mais de cinco horas e percorreu os dois lados da Esplanada, partindo do estacionamento do Estádio Mané Garrincha, no Eixo Monumental.

Durante o protesto, houve momentos de violência, provocação de manifestantes encapuzados e reação da polícia. Líderes sindicais fizeram discursos contra as reformas, enquanto manifestantes pediam o fim da corrupção e a saída do presidente Temer e protestavam contra o que consideram "retrocesso em direitos'.

Edição: Nádia Franco



Maioria das escolas municipais não tem estrutura para a prática de esporte

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia

A maioria das escolas públicas municipais brasileiras não têm estrutura para a prática de esportes, mostra o estudo Suplemento de Esporte do Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros 2016, divulgado hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.

Até o ano passado, somente 27% dos 5.570 municípios brasileiros tinham escolas com campo de futebol, ginásio, piscina ou pista de atletismo. A Região Sul foi a única que informou ter maior proporção de municípios com as instalações: 47,6% do total. Das 4.190 instalações em escolas da rede pública municipal, 78% (3.270) eram ginásios, 14,6% (611) campo de futebol, 6,3% (265) piscinas e 1,0% (43) pista de atletismo.

Segundo o estudo, a média nacional dos municípios que promovem eventos esportivos passou de 93,6% (5.204), em 2003, para 97,8% (5.445), em 2016.

Dos municípios que promoveram eventos com modalidades esportivas paraolímpicas, com maior destaque para futebol, voleibol, atletismo e futsal, cerca de 6,4% (279) foram de disputas escolares, 8,9% (334) de rendimento e 8,3% (398) de lazer.

Entre os estados, apenas Santa Catarina informou não ter estruturas esportivas. Juntas, as administrações estaduais são proprietárias de 1.027 instalações em todo o país. Do total, destacam-se 349 quadras (34%), 268 ginásios (26,1%) e 181 campos de futebol (17,6%). Já entre os municípios, 5.368 (96,4%) declararam ter instalações esportivas de propriedade da prefeitura, totalizando 41.641 em todo o país.

Referência

Inaugurada em 2009, como referência nacional de qualidade, a Escola Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro, foi símbolo do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), com ginásio esportivo e piscina olímpica. Hoje, os equipamentos estão desativados, a sala de computadores está vazia devido a saques e as janelas foram arrancadas.

O estudante Fábio Vinícius Sousa Pessanha, 18 anos, concluiu o 3º ano do ensino médio no ano passado. Para ele, este foi um ato de bravura. “Quando chovia, a casa de máquinas da piscina alagava até o teto. No ano passado ainda dava para utilizar a quadra, mas os bueiros nas laterais da quadra estavam sem tampa e estava perigoso”, afirmou.

No estado do Rio, há 1.250 escolas estaduais, sendo que 37 têm piscina e nenhuma tem outras instalações. No caso das escolas, 45 dos 92 municípios fluminenses declararam ter escolas com equipamentos, um total de 207 unidades. O número é baixo, se levado em consideração que somente na capital fluminense há 1.537 escolas municipais.

A capital fluminense figura entre os municípios que menos desenvolveram ações, projetos ou programas na área de esporte escolar e também de esporte de rendimento, se comparada com outras capitais. Já em relação a esportes do lazer, praticado de modo voluntário, o Rio de Janeiro está entre os que mais desenvolveu ações para a população.

O estado do Rio também não avançou muito na implementação de mecanismos de participação social. De acordo com o suplemento, estava entre as seis unidades da Federação que não tinham conselhos nem fundos de esportes.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que está analisando parcerias para a recuperação dos equipamentos esportivos e utilização adequada e segura da piscina do Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos, e que a mesma é mantida com um nível mínimo de água para que sua estrutura não seja danificada, seguindo orientações técnicas de profissionais. A manutenção da estrutura é realizada com aplicação de produtos químicos específicos para tal fim.

*texto atualizado às 17h24 para incluir a resposta da Seduc

* Raquel Junia, repórter do Radiojornalismo


Mel de jataí: produtores de Santa Helena tem nova alternativa de comércio

Diversificação representa espaço no mercado para a cadeia apícola regional

Abelha Jataí
Um novo produto recebeu selo do Sistema de Inspeção Municipal (SIM), e passa a ser comercializado pela Cooperativa Agrofamiliar Solidária da Costa Oeste do Paraná (Coofamel), em Santa Helena. O mel de Jataí, conhecido pelo seu alto poder nutritivo, e utilizado em diversas receitas medicinais caseiras, já está no mercado com a marca da Cooperativa, sob a identificação de ‘mel de abelha indígena’.

O produto passa a fazer parte da cadeia produtiva regional e representa um ganho a mais para os apicultores. Bastante procurado no mercado, o mel de Jataí tem um valor agregado maior, sendo comercializado a R$50 o quilo, segundo o presidente da Coofamel, Wagner Gazziero. 

Base para o fomento à produção apícola, a Coofamel também investe na capacitação e expansão da meliponicultura, caracterizada pela cultura de abelhas nativas sem ferrão, tendo em vista o potencial para este tipo de atividade na região Oeste do Paraná.

Mix

O mel de Jataí passa a compor o mix da Cooperativa junto ao própolis, pólen apícola desidratado, geleia real, açúcar mascavo, melado, compostos de mel em spray e o tradicional mel de abelha.

Apicultura regional

Os produtos comercializados pela Coofamel são adquiridos de apicultores da região o que é fundamental para o aumento da renda dos produtores, tendo em vista que é um canal seguro para a comercialização.

Agregação de valor

O envaze do mel e seus derivados é primordial para agregação de valor, segundo consultores de mercado, resultado do fracionamento, melhor apresentação visual, e ampliação das vendas para outros municípios e, também para a exportação.



Defesa do deputado Rodrigo Rocha Loures entrega à Polícia Federal mala com R$ 465 mil

André Richter - Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

Deputado afastado, Rodrigo Rocha Loures
A defesa do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) entregou ontem (22) à Polícia Federal (PF), em São Paulo, uma mala com R$ 465 mil. Em abril, Loures foi filmado pela PF recebendo a mala, que, segundo as investigações, continha R$ 500 mil, e foi enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. No documento em que atestaram a apreensão, os policiais contaram 9.300 notas de R$ 50.

Os documentos que comprovam a entrega foram enviados nesta manhã ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que, na semana passada, determinou o afastamento de Rocha Loures do mandato após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados não se manifestaram sobre a falta de R$ 35 mil.

Pela denúncia, Loures aparece ainda em uma das conversas gravadas com Ricardo Saud, ex-diretor de Relações Instituições da J&F, concordando em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público. Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto, incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. 

Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo R$ 500 mil enviados por Joesley Batista. Loures é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo, de acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), com base em áudio de conversa gravada por Joesley.

Em pronunciamento no último sábado (20), o presidente Temer afirmou que indicou Rocha Loures apenas para ouvir "as lamúrias" de Joesley Batista e negou que, com isso, o empresário fosse obter alguma alguma vantagem ou benefício no governo.


Enem: candidatos têm até amanhã para pagar taxa de inscrição

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Lidia Neves

Reprodução / INEP
Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm até amanhã (24) para pagar a taxa do exame e, assim, confirmar a inscrição. O pagamento pode ser feito em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Os candidatos devem estar atentos aos horários estabelecidos pelas instituições onde realizarão o pagamento. O valor da taxa de inscrição é de R$ 82.

Devem pagar a taxa aqueles que não se enquadraram nos critérios de isenção e, na hora da incrição, tiveram um Guia de Recolhimento da União (GRU) gerado. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alerta que não confirmará inscrições cujo pagamento tenha sido efetuado por meio de GRU gerada fora do Sistema de Inscrição, assim como não aceitará inscrições em valores diferentes de R$ 82.

As instituições bancárias pedem um prazo de até três dias úteis para confirmação das inscrições. O Inep recomenda que todos os inscritos confirmem a situação de suas inscrições na Página do Participante. Dúvidas podem ser solucionadas pelo telefone 0800 616161 ou pelas Redes Sociais do Inep.

Pagamentos

O preço do Enem aumentou R$ 14 este ano. Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento pessoas com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

Atualmente, os pagamentos cobrem cerca de 30% do custo do exame, o restante é pago pelo Inep. No ano passado, por exemplo, o custo, de R$ 91,49 por participante, foi R$ 23,49 acima do valor pago. A autarquia diz que, mesmo com a alta, a inscrição no Enem está abaixo da média dos vestibulares do país, que é R$ 140.

Enem

As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Até a última atualização do Inep, mais de 6,5 milhões já tinham se inscrito na prova até as 15h da data limite, na sexta-feira (19). A expectativa da pasta é chegar a pelo menos 7 milhões de estudantes.


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